text 15 Mar O absurdo ou a falta dele…

Nesta série tentei fotografar o “absurdo”. O objectivo era fazer uma inversão do processo fotográfico. Fazer um fotografia “absurda” serviria para revelar o sentido de forma implícita, apoiado na ideia de que o par absurdo~sentido é dual e complementar..

O problema é que a experiência estava condenada ao fracasso, por uma pequena subtileza… O sentido (ou significado) de uma fotografia, não está no equilíbrio de cores, formas e tema que foi registado, mas na relação que se estabelece entre a fotografia e a pessoa que a observa. Isto é, o sentido (ou absurdo) de uma fotografia não é totalmente objectivo, porque também depende da subjectividade do observador.

O valor do par sentido~absurdo depende portanto do valor do par objectivo~subjectivo. Assim, de nada vale eu tentar fazer uma fotografia absurda, porque aquilo que é uma foto absurda para mim, pode não o ser para outra pessoa. A única coisa que eu consigo controlar no processo fotográfico é a fotografia, não a forma em como as pessoas se relacionam com ela…


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